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Biografia de Dr. Edson Ribeiro


Nasceu em Juazeiro-BA, no dia 29 de janeiro de 1899 e faleceu, na mesma cidade, no dia 23 de marços de 1965. Foram seus pais: Josino Alcides Ribeiro e Isabel Augusta de Oliveira Ribeiro. Neto de Francisco Jose Ribeiro e Joana Rodrigues Ribeiro; bisneto de Caetano Jose Só e Simoa Maria de Jesus – pelo lado paterno; pelo lado materno, Clara Perina de (Jesus) Oliveira, mais conhecida como Clarina e Firmo Alves de Oliveira  eram seus avós e Rosa do Espírito Santo (Rosa da Ipueira) e Vicente José Ferreira Só, seus bisavós. Teve como único irmão, o dentista, Oscar Ribeiro, que se casou com Aurélia Maia Ribeiro (Idinha). Eram seus sobrinhos: Eunice Maia Ribeiro (Nicinha) (in memorian) e Josino Oscar Ribeiro (in memorian).

Edson Ribeiro cursou o Primário nas Escolas Profa. Adelina de Oliveira Sayeg;  Pe. Pedro Ventura Esteves e Luiz Cursino da França Cardoso, onde a 30 de novembro de 1911 terminou o curso. O Secundário fez  como aluno interno do Ginásio Ipiranga, em Salvador, no período de julho de 1914 a dezembro de 1918, quando concluiu o curso.

Matriculou-se na Faculdade de Medicina da Bahia, em março de 1919, colando grau de doutor em medicina, no dia 27 de dezembro de 1924. No dia 19 de novembro de 1924, defendeu sua tese de doutoramento sob o título “Ligeiro ensaio sobre a Bromélia Gigântea”, a qual foi aprovada com distinção. 

Casou com Maria Garrido Ribeiro, mais conhecida como Anita, com quem teve duas filhas, a primeira, faleceu ao nascer, e a segunda recebeu o mesmo nome da irmã:  Edna Garrido Ribeiro
(Edinha).

Edson Ribeiro foi clínico geral e pediatra; chefe do Posto de Higiene e da Associação Assistencial; provedor da Santa Casa de Misericórdia, no período de 1928-1932; criou o serviço médico rural e inaugurou o Hospital Regional, Juazeiro. Foi Membro de várias instituições:     a) Conselho Regional de Medicina da Bahia – CREMEB; b) sócio-fundador da Sociedade Beneficente dos Artífices de Juazeiro, em 25 de dezembro de 1928, inicialmente com a denominação de Sociedade Beneficente dos Artistas Juazeirenses; c) da Sociedade Rodoviária “Sertaneja”, 1926;     d) da Caixa Escolar de Juazeiro, 1936  e e) ginásio de Juazeiro, 1945. Bem assim também, foi Presidente do Aeroclube de Juazeiro, em 1943; colaborou com a instalação e inauguração da Rádio Juazeiro e da Faculdade de Agronomia do Médio São Francisco.

No campo da política, foi Vereador substituto, em Juazeiro de 1925. Foi eleito vereador em Juazeiro no período de 1928-1930. Elegeu-se como Deputado Estadual Constituinte, 1935 e 1937. Nomeado Prefeito de Juazeiro, de 25 de dezembro de 1945 a 25 de novembro de 1946. Suplente de Deputado Estadual Constituinte pela União Democrática Nacional – UDN, 1947-1951 – assumiu por diversos períodos,   efetivando-se em janeiro 1950.







Já formado, retornou à Juazeiro no dia 1º de janeiro de 1925 e em fevereiro do mesmo ano, foi clinicar no nordeste do Estado passando por Barro Vermelho do Curaçá, Patamuté e Uauá, com a morte de seu progenitor voltou a Juazeiro para não mais sair como clinico. 
Ao lado de alguns amigos, fundou a Sociedade Rodoviária Sertaneja em junho de 1926, inaugurava a Rodovia Inter-municipio, ligando Juazeiro às vilas de Barro Vermelho do Curaçá, de Patamuté e a cidade de Uauá, numa extensão de 182 km. 
Em 1928, foi eleito Provedor da Santa Casa de Misericórdia de Juazeiro, sendo reeleito sucessivamente até 1932; construiu na sua provedoria casas que aumentaram o patrimônio social e reformando o hospital da Santa Casa, modernizando suas instalações. 
Em 18 de dezembro de 1928, fundou ao lado de inúmeros operários a Sociedade Beneficente dos Artífices Juazeirense, unificando a fundação até 1935, deixando-a com o seu palacete sede, construído e inaugurado, com escolas para os filhos dos operários, com uma biblioteca e com assistência médica aos seus associados. 
Em 1936 fundou com algumas professoras a Caixa Escolar de Juazeiro, do qual foi o 1º presidente e que assinalados serviços prestou ao escolar pobre de juazeiro. Em 1943 chamado a presidir e reorganizar o Aéreo Club de Juazeiro. Reorganizou a mesma, construiu e inaugurou uma pista de pouso para aviões com a extensão de 1.000/500. 
 Em 1945 fundou com Lilian Siqueira, Agostinho José Munis, Ademar Raimundo da Silva e Monsenhor Antônio da Costa Rêgo, o Ginásio de Juazeiro de que foi diretor até 1950, quando fundou a Escola Normal e a Escola Técnica de Comercio, deixou a direção do Ginásio assumindo a direção desses dois últimos estabelecimentos fundados por ele. 
Em 1945 fundou a Cooperativa de Consumo dos Operários de Juazeiro que teve curta existência e em 1º de janeiro de 1946 instalou e foi o 1º presidente do Tiro de Guerra nº 129.
Em agosto de 1925, foi eleito vereador para substituir seu pai, foi reeleito sucessivamente até a revolução de 1930, que extinguiu as Câmaras Municipais. A sua passagem pela Câmara de Vereadores se caracterizou pela elaboração de várias leis de interesse coletivo. Caindo politicamente com a situação deposta em 1930, se conservou em oposição até 1945. 
Fundou em 1934, o Partido União Trabalhista de Juazeiro que congregava o operariado Juazeirense da cidade e do campo. Apresentado por este partido candidatou-se à constituinte baiana, foi eleito deputado. Trabalhou na elaboração da constituição baiana, sobretudo no capitulo da assistência social. No capitulo da organização municipal, apresentou e defendeu com ardor vendo vitoriosa a emenda que se transformou no artigo 60 da constituição baiana que criava a representação classista nas câmaras de vereadores. Foi autor de várias leis cumprindo ressaltar entre outras a que ainda hoje é vigente e que o Estado premia em dinheiro a todo aquele que fizer um determinado plantio de palma na zona seca do Estado. Sofrendo as consequências do golpe de 1937 se manteve em oposição até que em dezembro de 1945, com a queda da ditadura, foi chamado para dirigir os detisnos da Prefeitura de Juazeiro. Aí apesar do pouco tempo que passou, 11 meses apenas, imprimiu à mesma novos moldes administrativos e realizou algumas obras tais como: Mercados em: Massaroca, Itamotinga e Atrás da Banca, abriu algumas estradas no interior do município, calçou algumas ruas da cidade e aumentou a rede escolar municipal de 15 para 60 escolasDeixando a Prefeitura em novembro de 1946 para se candidatar à constituição baiana, foi novamente eleito terminando o seu mandato em 1951. 
No seu segundo mandato como deputado foi autor de vários projetos que se transformaram em lei benfazejas à Juazeiro e a Bahia, cumprindo citar entre outras: Leis nº27 de 15/12/1947 considerando de utilidade pública a Associação Comercial, Industrial e Agricola de Juazeiro; Lei nº88 de 16/08/1948 autorizando o Estado a instalar e manter transporte à vapor entre Juazeiro e Petrolina; Lei nº131 de 14/12/1948 que autoriza o Estado auxiliar pecuniariamente a quem estabelecer no Rio São Francisco a indústria da pesca por métodos modernos; Lei nº250 de 17/03/1950 concede prêmios em dinheiro a quem plantar essencias florestais nas zonas secas do estado; Lei nº341 de 22/11/1950 autoriza o Estado a auxiliar financiamento à Maternidade S. José desta cidade para compra de um carro ambulância
Após o término do mandato como deputado, foi eleito Prefeito de Juazeiro, cargo que ocupou pela 2º vez de 31 de janeiro de 1951 à 07 de abril de 1955. Não contando com o governo do Estado nem com Câmara de Vereadores, que lhe era adversária, conseguiu com as pequenas rendas da Prefeitura que montava , apenas, em Cr$ 2.800.00,00, comprar um motor de iluminação de grande capacidade, construir um parque infantil, levantar um Posto de Puericultura até o ponto de cobertura, instalar um mercado de frutas, criar uma Guarda Municipal, criar o serviço médico rural do Município, desapropriou o Estádio Juazeirense pagando mais da metade da ações as S/A Estádio Juazeirense e incorporou o mesmo ao patrimônio municipal , calçou e alargou ruas , manteve 60 escolas municipais, abriu estradas e aguadas, auxiliou a todas as sociedades que da prefeitura careceram e cooperou vendo instalado o serviço de águas canalizadas na cidade, o que trouxe reais benefícios à saúde e ao conforto dos seus munícipes. 
Terminado o mandato de Prefeito, reconheceu que a política não lhe atraia mais, passou o resto de sua vida dedicado ao Ginásio do Juazeiro (Colégio Dr. Edson Ribeiro). Foi um dos grandes batalhadores para a abertura da Faculdade de Agronomia do Médio S. Francisco.

Ele foi um defensor incansável da educação, fundou o GINÁSIO DO JUAZEIRO, do qual foi o primeiro Diretor, tendo o Dr. Ademar Raimundo da Silva, Juiz de Direito da Comarca, como Vice-Diretor; a Professora Lília Café Siqueira, como Secretária e o  Sr. José Costa Lima, como Tesoureiro.

Em 1950 fundou a Escola Normal do Ginásio de Juazeiro, que iniciou o seu funcionamento em março do mesmo ano e foi reconhecida pelo governo estadual a 21 de abril do mesmo ano, por decreto assinado pelo Governador Otávio Mangabeira, referendado pelo Secretário da Educação Anísio Spínola Teixeira.

Os primeiros  professores  do Ginásio  de  Juazeiro  foram  os seguintes  educadores:   Dr. Edson Ribeiro; o Prof. Benedito Ferreira de Araujo, que veio a ser, depois o seu segundo diretor; Profa. Lília Café Siqueira; Profa. Judite Leal Costa; Profa. Delanídia de Oliveira;  Profa. Edna de Oliveira Favila; Profa. Edna Garrido Ribeiro; Profa.  Ana Oliveira Profa. Hélia Café Siqueira e Prof. Antonílio da França Cardoso, que veio a ser o seu terceiro diretor.

Ainda em 1950, o Dr. Edson Ribeiro fundou, também, a Escola Técnica do Comércio de Juazeiro, que começou a funcionar em março de 1950 e foi reconhecida nesse mesmo ano pelo Governo Federal.

Em homenagem ao transcurso do centenário do nascimento do eminente juazeirense que lhe dá o nome, fundou a Associação Educacional    Dr. José Inácio da Silva sociedade civil mantenedora do Ginásio de Juazeiro e de todos os seus cursos, em  9 de setembro de 1955.

Fundou a União Trabalhista de Juazeiro, 1934.

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